Piolhos!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

 Odeio piolhos! Que bicho feio, horroroso, incomodativo, praga. Há coisas mesmo horripilantes na natureza. Pela primeira vez tive piolhos a sério. Posso dizer-vos que tenho a cabeça limpinha, já é o terceiro dia que confirmo, mas continuo a ter alucinações com piolhos gigantes a saltar atrás de mim! Não tinha impressão de nenhum bicho, bactéria ou animal em especial. Descobri o que me irrita, algo que me deixa à nora: PIOLHOS! Agora é que vou ter cuidado: nunca mais experimento chapéus em lojas, nem uso elásticos do continente ou pingo doce, nem experimento roupas que tenham pelo em excesso, nem uso escovas antes de as lavar durante mil horas. Fiquei mesmo cheia de nervos quando no domingo passei o pente metálico e vi aqueles bichinhos horrorosos. [Barulho de garganta a aclarar]. Estou ansiosa por quinta para voltar a por o shampoo para ficar completamente livre. [Ki nioja!]. Até tenho vergonha de andar com o cabelo solto, fogo!
 ODEIO PIOLHOS. E nunca odiei nada na minha vida.

Que assunto mais desconfortável, desculpem-me!

Eu e a matemática!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014


Finalmente posso descontrair!
 Para mim, a matemática é um mundo. Um mundo onde eu me compreendo, onde eu faço sentido, onde ninguém me critica, onde eu posso estar de fato de treino e com o cabelo desarranjado que ninguém vê, um mundo onde não preciso de me conter. A matemática entende-me e eu entendo a matemática.
 De facto, não é a primeira vez que a minha mãe entra na sala e me encontra completamente concentrada no caderno,... principalmente quando devia estar a estudar outras disciplinas, mas que posso eu dizer? Matemática e eu; eu e Matemática.
 Na verdade quando me disseram que com a magreza ia perder a capacidade de entender matemática fiquei triste, essa foi também uma das principais razões para querer melhorar substancialmente. Tirei 19,0 no primeiro teste e foi talvez o teste mais difícil que já fiz na minha vida, aliás não sou só eu que digo que o meu professor é o mais complicado da escola... todas as turmas que não o têm agradecem! Porém, eu gosto e consigo chegar onde quero... mesmo que me tenham dito o contrário.
 Agora sim, tenho força para continuar a lutar e começar a fazer tudo direitinho... agora é que eu quero melhorar sem pressões!

Ultimamente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

 Esta é sem dúvida a expressão que a minha mãe mais gosta de usar. «Ultimamente» para aqui, «ultimamente» para ali, «ultimamente» para acolá, ... mas nem é disso que quero falar.
 Nestes últimos tempos apercebi-me que passei tempo demais a ligar ao que os outros possam pensar das atitudes que tenho e das aventuras que vivo. Compreendam que é complicado não ligar quando fomos sempre bastante gozadas e deixadas de parte sem perceber o porquê... Quero dizer, sempre tive boas notas, consideram-me uma rapariga simpática e com um bom discurso, não sou feia. Contudo, conseguiam fazer sentir-me mal em grande parte das situações e deixavam-me de parte quando sabiam que me agradava a actividade em questão; acusavam-me de pedir as notas só porque a minha mãe fazia parte da direcção (acreditem ou não, não é nada fácil frequentar uma escola cujo quadro inclui um pai). Sinto que nunca me deram o valor que talvez merecesse, e quando fugi a um grupo maldoso, fui parar a outro onde não só gozavam comigo, como faziam as minhas amigas sentirem-se mal com elas mesmas. Nesta fase criei de facto amizades que vão durar, mas agradeço muito que o décimo primeiro me tenha trazido uma liberdade que não tivera até então. Finalmente numa turma que não liga à opinião alheia e que se manteve unida e rapidamente me fez sentir da família. Com eles aprendi que a única coisa que interessa é estarmos bem connosco, se assim não fôr, mudamos o que está mal, nem que seja aos bocadinhos. Mas apelo-vos que não deixem os outros impedir-vos de realizar as vossas maluqueiras, fantasias, sonhos e vontades...
Tento dia-a-dia melhorar esse aspecto da minha fragilidade, e cada vez me sinto mais eu, tanto naquilo que mostro como naquilo que penso. Os outros não têm de saber como penso ou o que penso.
 Àqueles que não me querem mal digo apenas «Bom dia!» porque ao contrário deles eu não tenho maldade no meu coração, ou pelo menos não em quantidade muito significativa.

 Agora vou sentar-me um pouco em frente à televisão enquanto espero a fofa da minha mãe. Tenho mesmo que lhe contar que o teste de inglês me correu super bem e dizer-lhe mais uma vez que a matéria de matemática me está a passar ao lado, ups!

Algo ou não!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

 Visto que a vontade de estudar foi reduzida a zero assim que peguei nos livros, decidi vir buscar um pouquinho de inspiração para conseguir proceder com os estudos!
 Hoje é Halloween. Adoro este dia do ano e acho mesmo engraçado o conceito! A minha amiga vai dar uma festa na casa dela e ainda bem que me convidou (não o perderia por nada). Adoro estas festinhas assim: vai o meu grupo de amigos todo e alguns, incluindo eu, ficam lá a dormir; cada um leva uma coisa para o jantar e assim "dividimos as despesas" (o que não é bem verdade, porque de certo ninguém gastou tanto dinheiro como a minha mãe para comprar os ingredientes para a sobremesa: claro que eu fiquei encarregue da sobremesa)! Além disto, se o tempo nos permitir ainda damos um mergulhito na piscina, ueue, à noite!
 Vou levar um anel com uma mão de esqueleto, uns brincos e um colar com a forma de teias de aranha, uma capinha de bruxa e provavelmente umas coisas engraçadas na cara só a fazer efeito que são fáceis de remover se quiser ir à piscina.
 Nestas situações sinto-me sempre obrigada a chegar mais cedo ou a horas: primeiro, porque fico muito nervosa se não chego na hora pedida ou estipulada; e, segundo, porque me sinto na obrigação de ajudar os afitriões que normalmente ficam muito nervosos nestas situações.
 Por isso estou ansiosa pelas 20:10; a anfitriã vem buscar-me e eu vou ajudá-la! Daqui a uma hora e quinze minutos tiro o cheesecake para começar a perder o gelo!
 Ai esta noite é que vai ser comer... mas tento nem pensar nisso. Há outras coisas mais interessantes que vão acontecer, tipo: vou assistir ao meu primeiro filme de TERROR! O que vale é que vou estar rodeada de bons amigos; no final de tudo, isso é muitas vezes o que mais importa!