Mostrar mensagens com a etiqueta Amarelinha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amarelinha. Mostrar todas as mensagens

Amarelinha #6

sábado, 5 de agosto de 2017

 Descritos os dois primeiros dias da aventura deste Verão, não vos podia deixar sem saber como foram os 2 últimos. Por isso, vos escrevo. Acordem comigo, em Porto Côvo, com um nascer-do-sol que nos deixa sem sabermos respirar, e viajemos...
O acordar na tenda.
 Tendo em conta que acordo sempre primeiro que as galinhas, voltei a adormecer, para acompanhar a rotina dos meus primos. Começámos a arrumar às nove e despedimo-nos de um sítio belo e simples, partindo para Odemira, onde montámos o nosso estaminé no Parque de Campismo de São Miguel, que nos surpreendeu pela qualidade higiénica e pelo espaço cheio de sombras e calma. Foi o parque mais caro da viagem, mas não tenho razão de queixa, aliás, as casas de banho tinham papel higiénico - acreditem, isto é inédito!!!
Amarelo torrado... eu ou a parede?

 Eram 11h30 quando estacionámos o carro na Vila de Odeceixe, bem pequenina, quente e peculiar. Todas as casas tinham uma cor que as caracterizava e embelezava, até havia uma com friso amarelo torrado que aqueceu o meu coração. Andámos sem horários absorvendo cada detalhe, canto e pessoa - não havia assim tantas -, parámos para comer qualquer coisa leve e partimos para a praia de Odeceixe. Presenteados com uma descida bem íngreme, suspeitámos que não nos ia agradar... estávamos enganados. Uma mistura de mar e rio, um areal quase branco, famílias sorridentes e numerosas, bolas de praia a voar de mãos em mãos, cinco nadadores salvadores bem atentos e preocupados, ondas calmas, porém, energéticas.
Sim, já eram nove horas.
 Completamente rendidos aos encantos desta praia, ficámos surpreendidos quando vimos 21h nos ecrãs. Despedimo-nos depois de subirmos aquilo que pensámos ser a maior rampa da nossa viagem e encerrámos o nosso dia na Taberna do Gabão, onde não fomos tão bem atendidos quanto desejávamos, mas, onde comi a 2ª vez uma pratada de sardinhas.
A vila era mesmo bonita!
 Exaustos, adormecemos assim que nos vimos dentro dos sacos cama. Acordámos no dia seguinte, tristes por ser o último, mas ansiosos para o que nos aguardava. Desfizemos a tenda, pusemos tudo na mala do carro, a minha Amarelinha continuava organizada, ao contrário da Vermelha da minha prima que mais parecia um campo de batalha, e partimos para a Praia de Arrifana.
Areia, quase branca, molhada.
 Como nos perdemos ligeiramente pelo centro de Aljezur - nome este que ainda não consigo pronunciar -, ainda pudemos visitar o Castelo de Aljezur, que contém placas com a história e cujas ruínas valem a pena serem pisadas.
O final da rampa em Arrifana.
 Assim que estacionámos, deparámo-nos com a verdadeira rampa, dividida em quatro... talvez quisessem atenuar o quão aquilo descia. Chegados lá abaixo, acomodámo-nos nas toalhas e demos os mergulhos mais saudosos que posso imaginar. Uma, duas, três, quatro idas ao mar, 2 sonecas e 40 minutos de leitura depois, estava na hora de partir.
Guardanapos amarelos e detalhes do último café!
 Com a minha prima prestes a ceder 1€ a um carrinho para a levar até ao topo, subimos as 4 rampas e olhámos para o horizonte em jeito de despedida. Estávamos a vir embora quando avistámos o restaurante onde comi a 3ª e melhor pratada de sardinhas: Brisamar, super bem recebidos, uma vista privilegiada e com guardanapos amarelos, poderia eu pedir melhor?
Mais detalhes.
 A viagem de regresso para o Norte poderia ter sido toda feita pela auto-estrada... não fazia sentido para nós. Até Comporta, permitimo-nos ir pela nacional, apreciando todos os recantos que não visitáramos: Vila Nova de Milfontes, Zambujeira do Mar, etc. Além disso, pudemos passar por terras com nomes que nos deixavam a rir durante algum tempo. Sendo que o importante é pôr Pouca Farinha na coisa, o lema é traz o principal e Deixa o Resto e quase que conversávamos com a Maria Vinagre e seu vizinho João Roupeiro.
 Não sei ainda como descrever esta viagem de forma a transmitir a plenitude de que fui alvo e a companhia que já não sentia há anos. Fazê-lo com os meus primos foi um prémio e tenho a sensação que pretendemos repetir esta experiência.
 Espero, honestamente, que tal descrição vos incentive e que dê azo a histórias únicas e pessoais.
Cara de alguém mesmo feliz!

Amarelinha #5

sexta-feira, 28 de julho de 2017

 No início deste mês surpreendente, a Amarelinha acompanhou-me na primeira viagem da qual só tínhamos o percurso planeado, uma experiência nova para ambas que se tornou numa das melhores memórias junto de duas pessoas maravilhosas: os meus primos.
 Saímos sem saber o que esperar e com o que contar, sabendo apenas que o nosso objectivo era explorar um pouco da Costa Vicentina, esta relíquia que está tão perto de nós e a qual tendemos a ignorar.
Já estava a meio do prato!

Amarelinha #4

segunda-feira, 17 de abril de 2017

 Na passada terça-feira, fomos festejar o aniversário da minha querida mãe a Guimarães, tínhamos o tempo todo para nós até às seis e aproveitámos para dar bom uso às nossas pernas e caminhar pelas bonitas ruas desta cidade.
 Como é óbvio, se ainda não tiveram oportunidade de visitar este cantinho cheio de história e encanto, não percam mais tempo e marquem já um dia na vossa agenda.
 Uma vez que vamos lá com alguma regularidade, decidimos visitar a Plataforma das Artes e Criatividade, a Casa da Memória e vaguear pelas ruas antigas.
 Na Plataforma das Artes, um museu gigante, muito simples e fantástico, podemos ver a exposição permanente e ainda algumas temporárias, por exemplo, uma fotográfica temporária: Desinterrância - O lugar do Morto é o lugar da Fotografia, que é bem intensa e reflecte profundamente sobre a morte e a vida, obra de Edgar Martins.
Os Pirómanos
 Também até 4 de Junho, está a decorrer uma exibição d'Os Pirómanos, por Rui Moreira, que envolve desenhos lindíssimos e cheios de detalhes que, creio eu, pretendem transmitir o decorrer do tempo humano e a dedicação meticulosa.
Cosmic, Sonic, Animistic
 Além destas, temos aquela a que chamam permanente, até ao final do ano e a minha favorita: Cosmic, Sonic, Animistic. Desta exposição, agrada-me, principalmente, a parte geométrica, conjuntos de peças colocados com algum rigor que criam variações e formas de uma aleatoriedade quase pensada. Esta é ainda constituída por muita arte Africana e pré-Colombiana, podemos mesmo ver máscaras que fazem ou fizeram parte de rituais religiosos destas regiões e de diferentes locais delas.
Almoço

 A seguir a esta visita, parámos numa das pastelarias mais antigas e conhecidas da cidade para comer qualquer coisa, com uma vista incrível serviram-me uma pescada grelhada que me soube mesmo bem!!! Continuámos a visita com uma caminhada que deve ter durado pelo menos hora e meia.
 Seguimos para a Casa da Memória, instalada numa fábrica antiga completamente renovada, deixando apenas as formas dos telhados e a estrutura principal. Nas duas grandes salas que a constituem temos oportunidade de conhecer com mais pormenor a história de Guimarães e perceber como o tempo se desenvolveu na cidade. Além disso, é foco de workshops e actividades constantes para todo o tipo de idades. Precisamente no dia em que a visitámos, tinha uma oficina de cerâmica a decorrer e uma sessão de cozinha para crianças. Fantástico!

 Não percam a oportunidade de visitar estes sítios se tiverem oportunidade. Gostei mesmo muito e espero voltar rapidamente ao Berço de Portugal para visitar outros espaços.
 Desde já peço verdadeiramente desculpa pela minha distância do blogue. Tenho andado absolutamente concentrada na componente social e quase não tenho tido tempo para as redes sociais. Porém, sinto que vai melhorar daqui em diante!

Amarelinha #3

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

 Ando aqui a magicar o próximo destino fora do país da Amarelinha. Adorava do fundo do coração que fosse Budapeste na Hungria... seria, sem sombra de dúvida, um sonho tornado realidade. Se por acaso conseguir ir lá brevemente, o que recomendam? O que devo ver, visitar e sítios que achem que eu gostaria de parar para comer qualquer coisa? Talvez as vossas sugestões me deixem ainda mais ansiosa e preparada para planear tudo direitinho...

 E vocês onde gostavam de ir?

Amarelinha #2

quinta-feira, 10 de novembro de 2016



 Voltei, mas a vontade de lá ficar era enorme. Na segunda, quando cheguei, senti logo falta da bicicleta que me acompanhou durante o fim-de-semana, senti falta do meu primo e das ruas de Amesterdão. Aquelas ruas cheias de história e maravilhas, cheias de segredos e repletas de magia. Cada canto, cada cheiro, cada cor deixa uma saudade enorme.

Amarelinha #1

sábado, 5 de novembro de 2016

 É verdade que não é a primeira viagem dela, mas é a primeira para outro país da Europa, quem estará mais entusiasmada? Eu ou ela?
 Estou mesmo quase a embarcar, só peço aos anjinhos que não seja necessário a Amarelinha ir para o porão. Eu não aguento essa angústia outra vez.
 Bom fim de semana para vocês!