Ultimamente, tenho vindo a reparar que os jovens que se estão a criar têm um medo terrível de se comprometerem com o que quer que seja, quer falemos de trabalho, quer abordemos a religião. Sinto que há uma tendência para se viver fugazmente, tem de ser tudo agora, neste segundo, rápido, desmedidamente.
Sou muito nervosa, por isso, por um lado, compreendo esta ansiedade de fazer tudo o quanto antes, porém, não consigo deixar de apreciar cada segundo, cada respiração, cada momento, cada pessoa que passa na minha vida, que cruza o meu caminho. Gosto de me comprometer com projectos novos e dedicar-lhes o meu tempo e a minha atenção. Aproveitar cada tarefa, cada palavra sábia dos que já fazem o mesmo que eu há mais tempo; tomar consciência de cada passo que dou, de cada conselho que me foi dado; apreciar todo o sorriso que me é dirigido, interpretar cada lágrima que cai na cara do próximo.





