Sair da zona de conforto.

terça-feira, 21 de junho de 2016

 Depois de um ano completamente fora do normal e quase a entrar de férias, já estaria se não tivesse de fazer duas provas complementares valorativas, tive o Jantar de Gala de Matemática, sendo este organizado pelo meu bloco.
 Contudo, não esperava que este jantar trouxesse mais uma oportunidade de fazer algo fora do normal. O meu lado vaidoso obrigou-me a ir ao cabeleireiro e, quando estava a esticar o cabelo, a Susy convidou-me para a auxiliar numa formação de cabelos de noiva enquanto «modelo».
 Primeiro, nem queria acreditar que me estava a convidar a mim, sou tão desastrada, nada feminina no que toca a cabelos, maquilhagem, unhas e afins... Por outro lado, nunca tinha feito nada assim por falta de confiança.
 Todavia, este ano foi marcado por novas experiências e aventuras intermináveis. Como não queria destoar do resto do ano, aceitei intuitivamente e sem pensar duas vezes.
 O resultado foi excelente, a experiência foi super engraçada e diferente. Senti-me mesmo muito bonita e adorei ajudar a Susy a dar a formação. Conheci 3 raparigas super simpáticas e acessíveis e ainda recebi produtos de cabelo mesmo geniais para este verão! Deixo-vos fotos com o resultado e um conselho:
 Atrevam-se. Saiam da vossa zona de conforto. Coisas maravilhosas acontecem. Vocês conseguem TUDO!

O Mar.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

 Sei que é um assunto recorrente neste meu cantinho, porém, espero que compreendam que o mar tem um significado transcendente para mim. O sossego e o desassossego, a plenitude e a turbilhão, o azul e o cinzento, o infinito e o sentir da onda...
 Ver as ondas a ir e a "voltar", a inconstância constante delas, será que vai chegar aqui?, será que me vai tocar na ponta do dedo?, será que vou ficar toda molhada?.
 A água fria que me congela os miolos quando faço pinos no mar, a areia que se arrasta com o abandonar de uma onda da praia, as algas que se enrolam nos nossos pés, que se entranham nos nossos cabelos, o engasgar com água salgada, o flutuar sem limite de tempo e ser levada pela ondulação, as gaivotas e a companhia sonora que fazem, as conchas e os búzios que coleccionamos.
 Tudo no mar é divinal, literalmente divino.
 Acompanhava o meu avô nos seus passeios diários à beira mar enquanto me relatava as suas aventuras, cada um com os seus sapatos ao ombro, calças arregaçadas, ou mesmo de calções, garrafinha de água na mão. Parávamos e ficávamos simplesmente a olhar o mar entre palavras e memórias. Essa vai ser sempre a imagem que guardarei do meu avô. Ele, eu e o imenso oceano. E o sorriso que aconchegava as nossas bochechas. Ninguém melhor que ele para compreender o meu amor ao mar.
 Ir ver o mar é algo que gosto de fazer. Pegar nas coisas, sair porta fora e ir ver o mar. Isso faz o meu dia. Se só o fizer uma vez no mês, sinto de qualquer das formas que o meu mês foi completo.
 Em jeito de celebração do 83º aniversário do meu avô, que já não se lembra do mar, vou vê-lo por ele. Daqui a dois dias, vou estar naquela praia, no nosso sítio, a sorrir e a agradecer a infância que me proporcionou. Obrigada avô!




 Quem sabe não vou até durante a semana ver outra vez o mar?

O Silêncio.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

 Quem me conhece sabe que o pior castigo que me podem dar é o silêncio. O cessar de palavras, o calar de olhares, o vazio de aconchegos e carinhos. Não me importo de o gritar como ponto fraco, pois é facto adquirido para maior parte das pessoas que familiariza comigo diariamente.
 É normal haver contratempos, zanguitas e aborrecimentos quando passamos muito tempo com as pessoas, odeio ver-me neste tipo de situações, tendo em conta que passo a sentir-me mini e sem forças nenhumas, porém, é inevitável acontecer de vez em quando.
 Contudo, fico extremamente desorientada e insegura assim que as pessoas recorrem ao Silêncio, sempre foi algo que me assustou. Porquê usar tal ferramenta para me penalizar? Sendo eu pessoa de sinceridade e opiniões directas, fico mesmo triste por usarem o silêncio como punição. 
 Tal arma faz-me moer e remoer no assunto, passar mil e uma vezes na minha mente a situação em que «errei» e tentar emendá-la conscientemente. Tal arma tira-me o sono, deixa-me nervosa, ansiosa e irrequieta. Passo a duvidar de tudo e todos. Será que a pessoa silenciada comentou alguma coisa sobre o assunto com alguém? Quando vai a pessoa silenciada retomar a conversa comigo? Estarão as coisas resolvidas quando a pessoa silenciada quebra o silêncio?
 Nunca achei que o silêncio fosse uma boa forma de resolver os problemas, uma vez que não nos permite o debate do assunto, nem perceber onde reside o ponto fulcral de todo o devaneio.
 Quando era pequenita vi a minha tia castigar o meu primo pondo-o num quarto com as luzes desligadas, persianas fechadas, longe de tudo quanto era livros, rádios e televisões... A minha mãe tentou o mesmo comigo. Após 5 minutos naquele escritório, comecei a atrofiar. Nem os passarinhos conseguia ouvir. Qual é a piada do Silêncio?
 Em vez de resolver as coisas, afasta as pessoas, prolonga os problemas, gera mais confusões e discussões, elimina momentos... Prefiro mil vezes que me digam onde acham que errei, onde agi mal. Assim, podemos juntos encontrar solução para a situação. Aliás, muitas vezes, assim que se fala das coisas, descobre-se que, afinal, não havia coisa nenhuma a resolver.
 Por isso, vamos, por favor, falar das coisas, encará-las de frente, resolvê-las sem medos!
 Pelo menos comigo.
 Não gosto de Silêncio, acho que nunca vou gostar. Desculpa, Silêncio!

(Não confundir com o silêncio de meditação!!!!!)

Das relações pessoais.

terça-feira, 10 de maio de 2016

 Já tive amigos que me faziam sentir presa a eles, «amigos» que não me permitiam opinião pessoal e nunca participavam nas actividades que eu queria. Pessoas que não entendem um não, pensam que tem de ser tudo à medida delas e que não sabem ouvir os outros ou respeitar o seu espaço. «Amigos» que apenas me queriam para os seguir, porém, se eu me ia divertir com outras pessoas sem lhes dizer, ficavam chateados e estragavam-me a tarde ou a noite.
 Não acho isto justo. Todos nós temos uma vida própria e o nosso dia é feito com aqueles que estão no momento connosco. A minha mãe diz constantemente que a vida se está a passar agora. Não é com aquela pessoa que está constantemente a ligar, não é com aqueles que querem tudo à maneira deles. A vida está a acontecer aqui e agora. Preenchida de momentos com as pessoas que estão connosco. Dançando com eles, falando com eles, rindo com eles, ou até a almoçar ou jantar.
 Pessoas que não respeitam o meu espaço pessoal e que sentem até um ciúme doentio por estar com outro grupo de pessoas deixam-me muito desiludidas. Eu estar aqui e agora com certas pessoas, a divertir-me com elas, não quer dizer que vá deixar de me divertir com as outras ou vá deixar de gostar delas. Essa separação tem de ser bem feita.
 Já deixei que me estragassem vários momentos por causa destas situações chatas. Agora não deixo mais, se estou com pessoas de que gosto, se sei que me vou divertir, se o dia promete, vou deixar que alguém que não está presente me estrague a vida que passa num instante?

Já deixei sinais de vida, agora vou jantar com a família de praxe,
logo a seguir, ENTERRO, celebrar com os meus!!!