O vazio e a felicidade!

quarta-feira, 24 de junho de 2015


 Se por um lado me sinto extremamente nas nuvens por finalmente ter acabado este ano e ter sido bem sucedida nos exames (ou pelo menos acho que sim), por outro criei um vazio enorme dentro de mim quando, depois do exame de Matemática, cheguei e arrumei todos os cadernos, livros e material deste percurso escolar!
 É triste saber que o esforço todo que fizemos e as forças todas que gastamos parecem dissipar-se assim, num piscar de olhos!
 Apesar disto, não me posso esquecer que vou agora para a Universidade, é um esforço diferente, contudo, para mim, que gosto de estudar, vai valer muito a pena.

 Embora esteja entusiasmada que chegue o meu futuro, para já tenho a dizer: FÉRIAS! E que merecidas que são! Que comece a saga dos mil livros!

Noite, chamo-te!

sábado, 20 de junho de 2015

 Na noite cerrada, dizem-se coisas secretas, é-se quem passamos o dia a esconder. Isso assusta-me. A sinceridade excessiva. O eu desconhecido.
 Na noite cerrada, as palavras não têm limites, os sentimentos são transcendentes, os sorrisos são genuínos.
 Na noite cerrada, perdemos o medo, e a coragem connosco é temporária, porém, enorme, fazendo com que a própria vergonha nos abandone.
 É na madrugada que maior parte das pessoas ganha vida e se transforma no que sempre quis ser, sem rodeios, sem meios ses. Só elas e tudo o que as faz feliz.
 Para muitos poetas, a noite representa as trevas, o medo, o perigo, a efemeridade da vida... Para mim... não há nada mais belo que um céu inundado de pequenas grandes estrelas, onde a mais brilhante representa aquela pessoa que não voltamos a ver mais, não há nada mais harmonioso que o barulho silencioso da noite, onde até os carros parecem sons naturais, e, mesmo quando é impossível ver-se as grandes estrelinhas brilhar, o céu da noite é belo, cheio de nuvens, muitas vezes a barafustar, irritado, com pequenos desvarios de luzes, ao que chamamos de raios, que embora fatais, são divinais.
 A noite é o cenário encantado. Vivia na noite, na serenidade das luzes, na paz das ruas, no aconchego dos casacos, no conforto das mangas curtas. Vivia na noite... oh! E seria feliz.

D-E-Z-O-I-T-O! Já?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

 Não acredito ainda, simplesmente porque a diferença psicológica não é nenhuma, penso eu. Na minha opinião, toda a conversa de que, quando chegamos aos 18, começamos a ver o mundo de uma maneira diferente e a ter mais responsabilidades é um mito. Hoje não tenho mais juízo do que tinha há dois dias. Aliás, o juízo não é directamente proporcional à idade, pelo contrário, considero que é relativo à educação e à personalidade de cada um, isto é, tanto a forma como crescemos ensinados e o jeito como agimos têm influências no nosso juízo, no nosso cuidado.
 O facto de a minha vida não ter sido propriamente um mar de rosas fez com que, intuitivamente e porque fui inteligente, eu tivesse de saber lidar de uma forma perspicaz com as avessas do dia-a-dia (como receber telefonemas de uma mãe atrasada a dizer como cozinhar arroz aos 9 anos pela primeira vez, acho curiosa esta história, pois nunca tinha pegado numa panela e, de repente, estava a fazer arroz, bifes e legumes no forno).
 Claro que, com os 18 anos, há uma série de coisas que podemos fazer e arrecadar com as consequências, como votar e pôr à frente do país outro sacana, ou correr nua num estádio e ir presa, ou beber um pouco mais e ser apanhada a conduzir!...

 Mesmo assim, ontem, o MEU dia, foi excelente: à meia noite a minha mãe fazia-me festinhas enquanto assistia ao vídeo feito pela minha mana e, de manhã, fui acordada por uma falha de luz e alarmes a disparar, porém, fiquei na cama até às 10h, em seguida fui correr, uma das coisas que mais gosto de fazer. Por volta das 11h30 saí para ir ter com uma amiga para almoçar e comemos no Vitaminas a bela da salada. Quando ela se foi embora, fiquei pelo shopping a estudar e depois fui comer o Sanum ao llao llao e, além de outras coisas, escolhi a mistura explosiva de banana e chocolate preto (ai derreti outra vez). Vim para casa e estudei mais um pouco até à minha mummy chegar para irmos ao vegetariano com a minha madrasta, e foi aí que fiquei a saber que o meu padrinho vinha jantar connosco, trazendo os pirralhos e a padrinha. No vegetariano fui super bem servida com o meu rolo de espinafres recheado de soja e finalizei o jantar com o belo do crocante de maçã. Fomos dar uma volta pela cidade fria e tirar fotos todos juntos.
 Este dia belo e simples acabou ainda melhor pois adormeci com festinhas da minha mummy, tal e qual como o comecei.
 O que podia perdir mais?
 A única coisa que quero mesmo é um verão excelente e que os exames passem rápido.

Palavras Cruzadas.

terça-feira, 9 de junho de 2015

 Acho que não me lembro de não ver a minha avó a fazer palavras cruzadas, aliás, recordo-me perfeitamente do dicionário e seiscentas e tal páginas que a acompanhava sempre durante o desafio. Como se reformou super cedo (houve ali uma época nos anos 80 a seguir ao 25 de Abril em que muita gente se reformou com condições excelentes) e, embora tivesse muito que fazer, entre a catequese, os filhos, o estúdio do meu avô, a minha vó ficou com muito tempo livre. Inicialmente, ainda trabalhou bastante, contudo a idade começou a cansá-la e os cinco filhos que criou tiraram-lhe muitas energias, digamos que eles eram traquinas o bastante e mais além, isto é, começou a precisar de mais tempo para descansar e fazer coisas de que gostava mesmo!

 Assim, desde cedo que o meu avô comprava o jornal e tirava a folha dos jogos para que a minha vó se entretivesse. Com esta tradição a começar cedo, quando eu nasci a minha vó já tinha anos de experiência e já sabia metade das soluções de cor, o que eu considero engraçado, pois o meu avô teve de começar a comprar pelo menos 2 jornais por dia, e diferentes!!!!
 Lembro-me perfeitamente de, quando lá ia passar férias, me sentar à beira dela e tentar adivinhar as soluções antes dela, o que é óbvio que era em vão, contudo, recordo-me do olhar da minha vó quando me mirava a resolver aquilo, penso que, como eu, adorava aqueles pequenos momentos meus e dela!
 Com efeito, foram esses os momentos que me fizeram ficar, muito recentemente, viciada em palavras cruzadas, visto que agora já consigo resolver as palavras cruzadas sem ir ver as soluções! Será que estou a ficar velha rápido? Não, as pessoas só o dizem, tendo em conta que não sabem o significado que, algo tão simples, tem para mim!

Pode ser que quando voltar aos meu avós,
resolva as palavras cruzadas antes da minha vó!