D-E-Z-O-I-T-O! Já?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

 Não acredito ainda, simplesmente porque a diferença psicológica não é nenhuma, penso eu. Na minha opinião, toda a conversa de que, quando chegamos aos 18, começamos a ver o mundo de uma maneira diferente e a ter mais responsabilidades é um mito. Hoje não tenho mais juízo do que tinha há dois dias. Aliás, o juízo não é directamente proporcional à idade, pelo contrário, considero que é relativo à educação e à personalidade de cada um, isto é, tanto a forma como crescemos ensinados e o jeito como agimos têm influências no nosso juízo, no nosso cuidado.
 O facto de a minha vida não ter sido propriamente um mar de rosas fez com que, intuitivamente e porque fui inteligente, eu tivesse de saber lidar de uma forma perspicaz com as avessas do dia-a-dia (como receber telefonemas de uma mãe atrasada a dizer como cozinhar arroz aos 9 anos pela primeira vez, acho curiosa esta história, pois nunca tinha pegado numa panela e, de repente, estava a fazer arroz, bifes e legumes no forno).
 Claro que, com os 18 anos, há uma série de coisas que podemos fazer e arrecadar com as consequências, como votar e pôr à frente do país outro sacana, ou correr nua num estádio e ir presa, ou beber um pouco mais e ser apanhada a conduzir!...

 Mesmo assim, ontem, o MEU dia, foi excelente: à meia noite a minha mãe fazia-me festinhas enquanto assistia ao vídeo feito pela minha mana e, de manhã, fui acordada por uma falha de luz e alarmes a disparar, porém, fiquei na cama até às 10h, em seguida fui correr, uma das coisas que mais gosto de fazer. Por volta das 11h30 saí para ir ter com uma amiga para almoçar e comemos no Vitaminas a bela da salada. Quando ela se foi embora, fiquei pelo shopping a estudar e depois fui comer o Sanum ao llao llao e, além de outras coisas, escolhi a mistura explosiva de banana e chocolate preto (ai derreti outra vez). Vim para casa e estudei mais um pouco até à minha mummy chegar para irmos ao vegetariano com a minha madrasta, e foi aí que fiquei a saber que o meu padrinho vinha jantar connosco, trazendo os pirralhos e a padrinha. No vegetariano fui super bem servida com o meu rolo de espinafres recheado de soja e finalizei o jantar com o belo do crocante de maçã. Fomos dar uma volta pela cidade fria e tirar fotos todos juntos.
 Este dia belo e simples acabou ainda melhor pois adormeci com festinhas da minha mummy, tal e qual como o comecei.
 O que podia perdir mais?
 A única coisa que quero mesmo é um verão excelente e que os exames passem rápido.

Palavras Cruzadas.

terça-feira, 9 de junho de 2015

 Acho que não me lembro de não ver a minha avó a fazer palavras cruzadas, aliás, recordo-me perfeitamente do dicionário e seiscentas e tal páginas que a acompanhava sempre durante o desafio. Como se reformou super cedo (houve ali uma época nos anos 80 a seguir ao 25 de Abril em que muita gente se reformou com condições excelentes) e, embora tivesse muito que fazer, entre a catequese, os filhos, o estúdio do meu avô, a minha vó ficou com muito tempo livre. Inicialmente, ainda trabalhou bastante, contudo a idade começou a cansá-la e os cinco filhos que criou tiraram-lhe muitas energias, digamos que eles eram traquinas o bastante e mais além, isto é, começou a precisar de mais tempo para descansar e fazer coisas de que gostava mesmo!

 Assim, desde cedo que o meu avô comprava o jornal e tirava a folha dos jogos para que a minha vó se entretivesse. Com esta tradição a começar cedo, quando eu nasci a minha vó já tinha anos de experiência e já sabia metade das soluções de cor, o que eu considero engraçado, pois o meu avô teve de começar a comprar pelo menos 2 jornais por dia, e diferentes!!!!
 Lembro-me perfeitamente de, quando lá ia passar férias, me sentar à beira dela e tentar adivinhar as soluções antes dela, o que é óbvio que era em vão, contudo, recordo-me do olhar da minha vó quando me mirava a resolver aquilo, penso que, como eu, adorava aqueles pequenos momentos meus e dela!
 Com efeito, foram esses os momentos que me fizeram ficar, muito recentemente, viciada em palavras cruzadas, visto que agora já consigo resolver as palavras cruzadas sem ir ver as soluções! Será que estou a ficar velha rápido? Não, as pessoas só o dizem, tendo em conta que não sabem o significado que, algo tão simples, tem para mim!

Pode ser que quando voltar aos meu avós,
resolva as palavras cruzadas antes da minha vó!

12+3+2 e não acabou!

sábado, 6 de junho de 2015

 Ontem foi a última vez que entrei na escola para ter aulas de ensino secundário, e que dia...
 Que sensação! Ainda não fiz os exames, ainda não passei pela fase mais enervante deste ano, contudo, a sensação que trouxe comigo de triunfo, de plenitude foi simplesmente recompensadora.
 Criei amizades que sei que não me vão deixar, mesmo que nos afastemos,... conheci pessoas que me ensinaram todos os dias alguma coisa,... conheci outras que me fizeram perceber o tipo de pessoas que não quero à minha beira,...
 Comigo trago memórias, momentos! E vou guardar tudo bem junto do meu coração.
 Cresci tanto, aprendi tanto, tornei-me alguém antes de o ser. Pouco me importa se alguma vez vou ser reconhecida no futuro, pois aquilo que eu vejo agora é a minha mãe emocionada, o meu pai orgulhoso, a minha irmã admirada. Posso até estar a ser pouco modesta, mesmo assim a verdade é esta, ou pelo menos é o que me dizem.
 Enquanto fizer as pessoas à minha volta felizes, eu vou ser a Alforreca mais satisfeita do Planeta!

 Estou pronta para mais aventuras.

Mergulho.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

 Finalmente! O primeiro mergulho do ano. E que bem que soube. Não só esse claro, porque o que custa é o primeiro, os outros vêm por acréscimo.

 A minha escola organiza uma espécie de competição que se alonga pelos três períodos, com uma actividade em cada. A primeira era de orientação, a segunda era uma colectânea de desafios e a terceira, que foi hoje, era de canoagem!
 Foi a primeira vez que fiz canoagem e, para dizer a verdade, foi bem mais difícil e divertido do que esperava, contudo, tendo em conta que íamos com a canoa virada ao contrário, até correu bastante bem.
 Todavia, não foi isto que vos vim contar...
 A verdade é que assim que cheguei ao rio me deu uma vontade enorme de ir para a água e, mal chegámos, os meus amigos lançaram o desafio de ir à água mergulhar. Claro que eles sabiam que desafiar-me para isso era a mesma coisa do que ter uma Alforreca na água em menos de 2 segundos. E lá estava eu, a mergulhar toda contente da vida, assim como a aproveitar o belo do Sol de 31 graus que se fez hoje sentir.
 E também a ligar zero aos olhares que as pessoas faziam ao meu corpo ainda com consequências do que lhe fiz o ano passado!... O que interessa é que agora me sinto muito melhor.


 Como é óbvio um dia inteiro no rio resultou em mais de nove idas à água, no mínimo, muitos jogos de cartas, tal como milhentas gargalhadas com os melhores do meu lado!
 Um bom dia! Diria eu...