Mas este eu vou comentar!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

 Ainda bem que aqueles *burros* (perdoem-me a expressão) fizeram aquele vídeo! Enterraram a própria cabeça e eu fico mais contente do que vocês podem imaginar...
 Passei por situações de cyber-bullying e não é nada bonito... Digo sempre que não foi nada de grave, porém falarem com a minha madrinha, e outros, em meu nome e dizerem coisas do género «Sou uma p***, se me quiser encontrar ligue para o escritório tal com o número tal» é grave, no mínimo... Mandarem-me mensagens com textos ofensivos e que me atormentaram durante muito tempo é grave, no mínimo... Fazerem com que me sentisse sozinha numa altura da minha vida em que estava a construir a minha auto-confiança é grave, NO MÍNIMO...
 Hoje assisti do início ao fim a um vídeo que anda a circular nas redes sociais, onde se pode ver um miúdo completamente cercado por um grupo, ainda numeroso, a levar murros e chapadas por algo que supostamente ofendeu a «chefe» do grupo, uma miúda de meia leca que nem falar direito sabia. Foi detestável o que fizeram.
 É a primeira vez que consigo ver uma coisa destas até ao fim e fiquei tão revoltada...
 Desde que entrei no secundário que tomei a iniciativa de falar e oferecer um ombro amigo aos miúdos que passam por isto. Ao longo destes três anos, foram várias as pessoas com quem fui ter e confrontei com a situação... infelizmente, só consegui ajudar mesmo uma rapariga, contudo, sinto mesmo que fiz a diferença na vida dos outros.
 Esta forma de resolver as coisas é odiável, minimizar uma pessoa àquele estatuto é desumano. Espero mesmo que, ao contrário da ajuda que me deram na altura, este miúdo tenha o apoio que é possível e que consiga livrar-se destes monstrinhos!
 É nestas alturas que sinto pena da sociedade em que vivemos, do mundo em que habitamos, porque podem ter a certeza que isto não ocorre só em Portugal! 

Peripécias e vizinhos!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

 Aquele momento muito estranho em que o teu vizinho grita por ti e quando lhe perguntas o que se passa, ele apenas responde:
Estou aqui na minha varanda fechado há 10 horas e começo a ficar com muito frio, será que posso saltar?
 Tudo isto com um sotaque brutal! A minha mãe receosa que ele morra disse que não e eu fui logo oferecer-lhe os nossos cobertores. Coitado! Que dia. Uma história para a vida dele, e da nossa.

Organização!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

 Estou completamente devastada. Depois de um dia intenso de aulas, com um teste, matemática, física e um inquérito de que ninguém quer saber, cheguei a casa e tive de fazer metade da compridíssima lista de trabalhos para casa de matemática. Pensei eu, bastante enganada, que a minha tortura tivesse acabado por aí quando a minha querida mãe me pediu ajuda para preencher o IRS à última da hora, está claro! Sem mostrar qualquer tipo de sentimentos, fui voluntariamente ajudá-la... foi então que percebi que a minha querida mãe não tinha nada organizado! Obviamente que, sendo eu uma pessoa que gosta de tudo organizado até ao mais ínfimo pormenor, fiquei completamente frustrada à medida que reparei que não estava nada junto ou preparado para começar a introduzir os dados necessários. É hoje o último dia do prazo, e, se não tivéssemos feito o preenchimento à pressa, pagaríamos uma multa de 120€, visto que este ano eles não estão para brincadeiras.
 Não vos consigo explicar como isto consumiu qualquer tipo de energia que tinha dentro de mim...
 O melhor que tenho a fazer é ir dormir uma boa noite de sono, talvez isso me ajude.
 Amanhã vou correr e isto passa.

A Avó.

terça-feira, 28 de abril de 2015

 Hoje vais ser operada ao joelho. Sabes bem que acho que já o devias ter feito há muito tempo. Martirizaste tanto esse joelho que até surgiu a dor ciática e agora nem te consegues quase mexer. Mas hoje vais ser operada.
 Eu estou aqui em casa, com o coração nas mãos, a pensar em tudo o que vai correr bem, porém que pode correr mal. Eu estou aqui em casa, a ponderar se rezo o Avé Maria que me pediste e se contrario o que acredito, ou se simplesmente medito um pouco por ti. Eu só quero mesmo que tudo corra bem, só quero poder ir visitar-te, e voltar a dar-te um beijo do tamanho do mundo.
 Gosto mesmo da avó que és e do papel que tiveste na minha vida. Agradeço-te por tudo. Hoje todos os meus pensamentos estão contigo e todas as minhas energias vão ser canalizadas para ti.
 Adoro-te avó. Aguenta firme!
 Daqui a duas semanas já estamos a comer laranjas juntas outra vez.