Desculpem...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

 Tenho andado com esta vontade incontrolável de escrever, porém não tem sido nada fácil, não tenho tido tempo sequer de pegar no computador... quando por momentos o trago para a sala, nem chego a ligá-lo. Tenho andado atarefada a esse ponto... Tem sido esgotante!
 Hoje estava a estudar e a sentir-me mal, ora porque não estava a render, ora devido à falta de escrita. A verdade é que ultimamente só me apetece andar na rua a pôr as mãos na massa e fazer actividades engraçadas...
 Ontem foi dos melhores dias da minha vida, uma boa feijoada ao almoço, família reunida, bola de basquetebol na mão, rodeada de boas energias e um sentimento inabalável de bem estar. Não o consigo sequer descrever melhor.
 Para além disso, no Natal ofereci ao meu primo o Wreck This Journal e ontem ele levou-o porque queria que eu o ajudasse a fazer alguns desafios engraçados, foi daí que resultaram mãos encharcadas de lama e posteriormente inundadas em sumo e cascas de tangerinas...
 Considero este caderninho uma excelente prenda, tendo em conta que nos proporciona momentos inexplicáveis e talvez inesquecíveis. 
 Bem por hoje é tudo, peço desculpa ter estado tão distante, sinto que me acontece sempre que ando bem...

Porquê tão insensível!?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

 Tenho um amigo que é impecável. É super inteligente, sabe usar todas as situações a seu favor, não tem vergonha do que constitui o seu cérebro, e carrega uma auto-estima inabalável. Foi uma pessoa que me suscitou bastante interesse mesmo, pela simples questão de não conseguir parar de sorrir e rir à beira dele. Porém, (e maldita a hora em que todas as coisas boas são acompanhadas por um conector qualquer com um valor super adversativo) cada vez mais sinto que não tem sentimentos, o que faz todo o sentido: quem tem tamanha auto-estima tem que ser um filho da mãe (desculpem-me o vocabulário) em algum lado. Não se preocupa se as coisas que diz e profere são portadoras de uma frieza enorme, não quer saber se fazer determinados comentários magoa quem o rodeia.
 Não me interpretem mal, adoro brincar e estou sempre a fazê-lo com os meus amigos, mas sou uma pessoa que precisa mesmo de seriedade e conforto, e ele falha nestes dois, principalmente quando não se apercebe que magoa pessoas que realmente se importam com ele.
 Conclusão? Vive no mundo dele e eu vou desistir de tentar fazer parte.

Pela manhã!

domingo, 25 de janeiro de 2015

 Na minha opinião, sabe sempre bem sair de casa cedinho, apenas com o pai, e ir comprar o jornal. Com este solinho, agarrar os óculos de sol, calçar as sapatilhas e arranjar o cabelo de qualquer forma é simplesmente sentar na esplanada a passar tempo. Tudo isto antes do reboliço do dia e da cidade. Porque cidade é sempre vivida e a manhã é, habitualmente, calma! Quem não gosta de descontrair? (Já é um costume antigo cá em casa! Momentos pequeninos. É disso que a vida é feita.)

Do cair e levantar!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

 As pessoas têm diferentes maneiras de lidar com a dor e de sobreviver a esta. É usual ouvirmos a expressão: "Isto é mais doloroso do que aquilo". Não concordo. Não há diferentes tipos de dor, apenas intensidades diferentes que provêm da forma como enfrentamos o sofrimento. E com este assunto falo mais especificamente na dor psicológica. Sofrer é sempre algo ao nível dos sentimentos e da razão. Mexe sempre com o nosso Sistema Nervoso e com o nosso Bem-Estar, independentemente de sofrermos uma morte, uma separação, uma má nota,... No momento dói, e isso é o que realmente interessa.
 Ainda assim, sempre que estou triste ou dorida psicologicamente tento pensar positivo e a forma como enfrento a dor é sempre constatando que há pessoas em condições tão piores que as minhas que nem têm tempo para sofrer. Todavia, esta minha forma de lidar com a dor contradiz a minha opinião da dor. Sinto que a forma como trato a dor não me tem permitido sofrer de facto. E, como tudo, para conseguir encontrar o equilíbrio emocional precisamos de encarar todos os sentimentos da vida...
 Talvez devesse encarar aquilo que sofro de outra forma e permitir-me sofrer um bocado. Afinal não sou feita de cimento.