Política e um Update.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

 Hoje refleti muito sobre política e sobre o que esta faz à nossa sociedade. Comecei por me perguntar se a política não estaria a destruir o conceito de sociedade: viver em paz e além de ser auto-suficiente ajudar o próximo. Agora vemos as pessoas à nossa volta revoltadas com o seu dia-a-dia e com o dinheiro que lhes tiraram e com o que Fulano, Beltrano e Cretino disse num debate... Além disso, sinto que a política, sim, livrou-nos da monarquia asfixiante, mas não trouxe nada de novo, temos liberdade (urra!), podemos opinar (fixe!), mas de que serve mesmo isto, se não temos capacidades monetárias para levar os nossos sonhos para a frente numa época em que quem tem quer ter mais e quem não tem não sabe como conseguir ter.
 Disse à minha mãe numa conversa que o nosso país devia ser governado por um adolescente, uma mente nova, fresca e viva, uma alma pura e ainda um pouco inocente que trouxesse, de facto, o entusiasmo que o país precisa. Muitas vezes, crianças ainda nos seus 7 anos fazem afirmações e dão soluções para o país que toda a gente considera ridículas porque ainda são bebés, mas se pensarmos que a escola abala a criatividade as afirmações que as crianças fazem podiam ser bem úteis para a situação atual!
 Não sei, sinto que precisamos de um grande shake, mas somos muito preguiçosos para mudar.

 E é aqui que entra o meu update: estava cansada de falar daquilo que me prejudicou toda a vida e não fazer nada, por isso recentemente comecei a falar mais abertamente sobre bullying e a querer partilhar a minha pequena experiência. Comecei a afirmar a minha posição e acho que vou fazer o meu trabalho de inglês sobre isso (o que será interessante visto que as pessoas que me magoaram estão agora na minha turma de novo). Mas eu estou mais forte e com mais vontade dentro de mim. Tenho que aproveitar esta força para o bem!

Piolhos!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

 Odeio piolhos! Que bicho feio, horroroso, incomodativo, praga. Há coisas mesmo horripilantes na natureza. Pela primeira vez tive piolhos a sério. Posso dizer-vos que tenho a cabeça limpinha, já é o terceiro dia que confirmo, mas continuo a ter alucinações com piolhos gigantes a saltar atrás de mim! Não tinha impressão de nenhum bicho, bactéria ou animal em especial. Descobri o que me irrita, algo que me deixa à nora: PIOLHOS! Agora é que vou ter cuidado: nunca mais experimento chapéus em lojas, nem uso elásticos do continente ou pingo doce, nem experimento roupas que tenham pelo em excesso, nem uso escovas antes de as lavar durante mil horas. Fiquei mesmo cheia de nervos quando no domingo passei o pente metálico e vi aqueles bichinhos horrorosos. [Barulho de garganta a aclarar]. Estou ansiosa por quinta para voltar a por o shampoo para ficar completamente livre. [Ki nioja!]. Até tenho vergonha de andar com o cabelo solto, fogo!
 ODEIO PIOLHOS. E nunca odiei nada na minha vida.

Que assunto mais desconfortável, desculpem-me!

Eu e a matemática!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014


Finalmente posso descontrair!
 Para mim, a matemática é um mundo. Um mundo onde eu me compreendo, onde eu faço sentido, onde ninguém me critica, onde eu posso estar de fato de treino e com o cabelo desarranjado que ninguém vê, um mundo onde não preciso de me conter. A matemática entende-me e eu entendo a matemática.
 De facto, não é a primeira vez que a minha mãe entra na sala e me encontra completamente concentrada no caderno,... principalmente quando devia estar a estudar outras disciplinas, mas que posso eu dizer? Matemática e eu; eu e Matemática.
 Na verdade quando me disseram que com a magreza ia perder a capacidade de entender matemática fiquei triste, essa foi também uma das principais razões para querer melhorar substancialmente. Tirei 19,0 no primeiro teste e foi talvez o teste mais difícil que já fiz na minha vida, aliás não sou só eu que digo que o meu professor é o mais complicado da escola... todas as turmas que não o têm agradecem! Porém, eu gosto e consigo chegar onde quero... mesmo que me tenham dito o contrário.
 Agora sim, tenho força para continuar a lutar e começar a fazer tudo direitinho... agora é que eu quero melhorar sem pressões!

Ultimamente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

 Esta é sem dúvida a expressão que a minha mãe mais gosta de usar. «Ultimamente» para aqui, «ultimamente» para ali, «ultimamente» para acolá, ... mas nem é disso que quero falar.
 Nestes últimos tempos apercebi-me que passei tempo demais a ligar ao que os outros possam pensar das atitudes que tenho e das aventuras que vivo. Compreendam que é complicado não ligar quando fomos sempre bastante gozadas e deixadas de parte sem perceber o porquê... Quero dizer, sempre tive boas notas, consideram-me uma rapariga simpática e com um bom discurso, não sou feia. Contudo, conseguiam fazer sentir-me mal em grande parte das situações e deixavam-me de parte quando sabiam que me agradava a actividade em questão; acusavam-me de pedir as notas só porque a minha mãe fazia parte da direcção (acreditem ou não, não é nada fácil frequentar uma escola cujo quadro inclui um pai). Sinto que nunca me deram o valor que talvez merecesse, e quando fugi a um grupo maldoso, fui parar a outro onde não só gozavam comigo, como faziam as minhas amigas sentirem-se mal com elas mesmas. Nesta fase criei de facto amizades que vão durar, mas agradeço muito que o décimo primeiro me tenha trazido uma liberdade que não tivera até então. Finalmente numa turma que não liga à opinião alheia e que se manteve unida e rapidamente me fez sentir da família. Com eles aprendi que a única coisa que interessa é estarmos bem connosco, se assim não fôr, mudamos o que está mal, nem que seja aos bocadinhos. Mas apelo-vos que não deixem os outros impedir-vos de realizar as vossas maluqueiras, fantasias, sonhos e vontades...
Tento dia-a-dia melhorar esse aspecto da minha fragilidade, e cada vez me sinto mais eu, tanto naquilo que mostro como naquilo que penso. Os outros não têm de saber como penso ou o que penso.
 Àqueles que não me querem mal digo apenas «Bom dia!» porque ao contrário deles eu não tenho maldade no meu coração, ou pelo menos não em quantidade muito significativa.

 Agora vou sentar-me um pouco em frente à televisão enquanto espero a fofa da minha mãe. Tenho mesmo que lhe contar que o teste de inglês me correu super bem e dizer-lhe mais uma vez que a matéria de matemática me está a passar ao lado, ups!