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D-E-Z-O-I-T-O! Já?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

 Não acredito ainda, simplesmente porque a diferença psicológica não é nenhuma, penso eu. Na minha opinião, toda a conversa de que, quando chegamos aos 18, começamos a ver o mundo de uma maneira diferente e a ter mais responsabilidades é um mito. Hoje não tenho mais juízo do que tinha há dois dias. Aliás, o juízo não é directamente proporcional à idade, pelo contrário, considero que é relativo à educação e à personalidade de cada um, isto é, tanto a forma como crescemos ensinados e o jeito como agimos têm influências no nosso juízo, no nosso cuidado.
 O facto de a minha vida não ter sido propriamente um mar de rosas fez com que, intuitivamente e porque fui inteligente, eu tivesse de saber lidar de uma forma perspicaz com as avessas do dia-a-dia (como receber telefonemas de uma mãe atrasada a dizer como cozinhar arroz aos 9 anos pela primeira vez, acho curiosa esta história, pois nunca tinha pegado numa panela e, de repente, estava a fazer arroz, bifes e legumes no forno).
 Claro que, com os 18 anos, há uma série de coisas que podemos fazer e arrecadar com as consequências, como votar e pôr à frente do país outro sacana, ou correr nua num estádio e ir presa, ou beber um pouco mais e ser apanhada a conduzir!...

 Mesmo assim, ontem, o MEU dia, foi excelente: à meia noite a minha mãe fazia-me festinhas enquanto assistia ao vídeo feito pela minha mana e, de manhã, fui acordada por uma falha de luz e alarmes a disparar, porém, fiquei na cama até às 10h, em seguida fui correr, uma das coisas que mais gosto de fazer. Por volta das 11h30 saí para ir ter com uma amiga para almoçar e comemos no Vitaminas a bela da salada. Quando ela se foi embora, fiquei pelo shopping a estudar e depois fui comer o Sanum ao llao llao e, além de outras coisas, escolhi a mistura explosiva de banana e chocolate preto (ai derreti outra vez). Vim para casa e estudei mais um pouco até à minha mummy chegar para irmos ao vegetariano com a minha madrasta, e foi aí que fiquei a saber que o meu padrinho vinha jantar connosco, trazendo os pirralhos e a padrinha. No vegetariano fui super bem servida com o meu rolo de espinafres recheado de soja e finalizei o jantar com o belo do crocante de maçã. Fomos dar uma volta pela cidade fria e tirar fotos todos juntos.
 Este dia belo e simples acabou ainda melhor pois adormeci com festinhas da minha mummy, tal e qual como o comecei.
 O que podia perdir mais?
 A única coisa que quero mesmo é um verão excelente e que os exames passem rápido.

Organização!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

 Estou completamente devastada. Depois de um dia intenso de aulas, com um teste, matemática, física e um inquérito de que ninguém quer saber, cheguei a casa e tive de fazer metade da compridíssima lista de trabalhos para casa de matemática. Pensei eu, bastante enganada, que a minha tortura tivesse acabado por aí quando a minha querida mãe me pediu ajuda para preencher o IRS à última da hora, está claro! Sem mostrar qualquer tipo de sentimentos, fui voluntariamente ajudá-la... foi então que percebi que a minha querida mãe não tinha nada organizado! Obviamente que, sendo eu uma pessoa que gosta de tudo organizado até ao mais ínfimo pormenor, fiquei completamente frustrada à medida que reparei que não estava nada junto ou preparado para começar a introduzir os dados necessários. É hoje o último dia do prazo, e, se não tivéssemos feito o preenchimento à pressa, pagaríamos uma multa de 120€, visto que este ano eles não estão para brincadeiras.
 Não vos consigo explicar como isto consumiu qualquer tipo de energia que tinha dentro de mim...
 O melhor que tenho a fazer é ir dormir uma boa noite de sono, talvez isso me ajude.
 Amanhã vou correr e isto passa.

A este vou chamar Cansaço.

domingo, 12 de abril de 2015

Grito. 
Estou tão confusa.
Que desatino.
Escolher isto.
Escolher aquilo.
Optar pelo azul.
Optar pelo amarelo.
Seguir para a direita.
Virar à esquerda.
Olhar para a frente.
Espreitar para trás.
Ouvir música.
Ouvir as notícias.
Piscar os olhos.
Bater as mãos.
Tocar as nuvens.
Tocar o horizonte.
Aprender a cantar.
Desaprender a falar.
Adormecer no colo.
Sonhar acordada.
Queres sumo ou chá?
Não quero pensar.

Mais um update

domingo, 1 de março de 2015


 Sei que tenho andado completamente desaparecida, aliás tenho andado mesmo muito ocupada, este 12º ano está a ser o meu ano de estudo intensivo, tendo em conta que tenho mil horas livres aproveito para estudar duas mil, sem esquecer claro a diversão familiar, social e pessoal!
 Com tanta coisa a ocorrer na minha vida, nem tenho tido tempo de parar, reflectir e colocar em palavras o que sinto. Isso deixa-me, obviamente, aborrecida... contudo, só ando desaparecida pois tenho aproveitado a minha vida! Não devo estar assim tão mal.

 No entretanto do meu desaparecimento, tive uma conversa muito séria com o meu pai onde ele me disse que ficava triste por ver tanto dele em mim (sabe assim que eu sofro imenso com os meus pensamentos) e onde me contou problemas que tem, teve e vai ter sempre... Foi bom ter essa conversa com ele, talvez agora as coisas comecem finalmente a melhorar! E vocês como andam?

Da minha preferida!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

 Estou tão desiludida comigo mesmo, tinha tudo para tirar 20,0 porém, tenho quase a certeza, errei a parte das probabilidades... valia 2,5! O que quer dizer que vou tirar apenas 17,5; para o que eu esperava não é bom... E eu estudei tanto, autch dói muito, não sei, já comi imenso chocolate para afogar as mágoas, mas nada parece resultar! O próximo será melhor, convence-te disso Alforrecazita!

A minha mãe!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

 Talvez não o diga vezes suficientes, talvez não o diga da melhor maneira, talvez não o demonstre regularmente, porém não posso mentir e dizer que não a admiro, pois, no mundo todo, não há ninguém que eu tenha em melhor conta que a minha mãe.
 Sou fria em muitos aspectos e possivelmente por termos personalidades que são tão opostas é que não lho digo tantas vezes, contudo aprecio tudo nela, a força de vontade, o trabalho duro, a insistência em aparentar bem disposta, a forma como discursa, como diz o que pensa sabendo que isso a pode levar à desgraça, como luta pelo que defende, a educação que nos deu, ou pelo menos que me deu a mim, como apesar de todas as tarefas do emprego ainda tem tempo para todas as da casa, o estilo (apesar de já ter 48 anos e só vestir preto, nunca a vi vestida de uma forma descuidada e desajeitada)...
 Se há exemplo de mulheres que merecem um bom estatuto é a minha mãe, considero-a um exemplo de uma mulher que (infelizmente ainda havendo esta distinção na sociedade) está ao nível ou provavelmente acima de muitos homens.
 Às vezes gostava de ser mais paciente e tolerante para que a nossa relação fosse absolutamente fantástica, mas todas as relações têm algo menos bom e sei como é difícil estar bem com alguém com quem convivemos diariamente... Por saber que é uma lutadora é que lhe dou o espaço que necessita, por isso e por fazer bem um pouquinho de espaço nas relações sociais por vezes.
 Quem como eu tem uma mãe assim? Brinde à mãe, a pessoa mais bonita que alguma vez conheci!

Desculpem...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

 Tenho andado com esta vontade incontrolável de escrever, porém não tem sido nada fácil, não tenho tido tempo sequer de pegar no computador... quando por momentos o trago para a sala, nem chego a ligá-lo. Tenho andado atarefada a esse ponto... Tem sido esgotante!
 Hoje estava a estudar e a sentir-me mal, ora porque não estava a render, ora devido à falta de escrita. A verdade é que ultimamente só me apetece andar na rua a pôr as mãos na massa e fazer actividades engraçadas...
 Ontem foi dos melhores dias da minha vida, uma boa feijoada ao almoço, família reunida, bola de basquetebol na mão, rodeada de boas energias e um sentimento inabalável de bem estar. Não o consigo sequer descrever melhor.
 Para além disso, no Natal ofereci ao meu primo o Wreck This Journal e ontem ele levou-o porque queria que eu o ajudasse a fazer alguns desafios engraçados, foi daí que resultaram mãos encharcadas de lama e posteriormente inundadas em sumo e cascas de tangerinas...
 Considero este caderninho uma excelente prenda, tendo em conta que nos proporciona momentos inexplicáveis e talvez inesquecíveis. 
 Bem por hoje é tudo, peço desculpa ter estado tão distante, sinto que me acontece sempre que ando bem...

De hoje!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


 Hoje foi um dia de diversas emoções. Há coisas que realmente nos fazem felizes. Tive a minha competição, aquela que tão ansiosamente esperava, e a experiência é algo que não me tirarão nunca. Foi só emocionante, empolgante, recompensador, desde o esperar nas bancadas ao aguardar pelo "Aos seus lugares! PIIII!" até ao bater dos braços na água. Não sei em que lugares fiquei nas duas provas que prestei. Sinto mesmo que não preciso dessa compensação embora uma das minhas "resolutions" seja ficar bem classificada! Foi extraordinário.

 O único ponto negativo foi mesmo ver a minha irmã desiludida com ela mesma depois de uma prova de 100m Livres, os óculos escaparam-se da cabecinha dela quando esta saltou, obviamente não é muito agradável fazer as cambalhotas das viragens sem óculos ou nadar 4x25m sem ver nada... porém, toda esta situação só mostra como ela é forte, muita gente teria desistido ali mesmo, mas não a minha mana, essa continuou, e continuou, e continuou, à maior velocidade que podia. Sabe que não fez grande tempo, encarou essa realidade e, em vez de desistir, evitou a desqualificação! Para mim, a rapariga hoje merecia muitos mimos. Embora ela seja uma peste, eu vou dar-lhos.
 Todavia, a melhor parte foi completamente exterior ao meu habitual: foi rever aquele rapazito de quem tanto gostava, e mais uma vez digo: fosse ele dois anos mais velho e eu não o deixava em paz. Acredito que tenha os seus defeitos, mas, além de um corpo espectacular, tem uma atitude exemplar, um calmo jeito de falar, um olhar reconfortante e um cérebro inteligente. "Olá!" disse espantado quando me reviu quatro anos depois. Na próxima competição vou tentar falar mais com ele, até para o conhecer melhor. Tirando ele, estava lá o Pedro, amigo de um dos meus melhores amigos, que é super simpático e conversou um pouco comigo, embora tímido.
 Tive o apoio incessante das pessoas que me rodeavam, torceram por mim e disseram-me o que fiz mal e o que fiz bem! Pessoas assim não vos deixam felizes?

 Para acabar ainda melhor o dia, pude descansar, e pôr todas as matérias em ordem. Amanhã recomeça a semana e logo acaba. How lucky?

É isto!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

 Chegou a semana da competição de Natação, estou tão mal preparada para isto, porém não consigo parar de pensar que, mais uma vez, o que interessa não é o que os outros vão ver, mas sim o que eu vou sentir. Estarei a fazer algo de que realmente gosto, junto de pessoas que sempre foram excelentes comigo, com o apoio da mãe mesmo que não esteja presente. Farei algo que mesmo falhando, me vou felicitar a mim mesma! Conquanto perca, a felicidade será inevitável.
 Estes próximos 4 dias vão ser cansativos, vão deixar-me toda dorida, sonolenta, a resmungar, mas acima de tudo nas Nuvens.
 Disseram os meus amigos querer estar presente, até ai sou sortuda, ainda que não possam ir visto que é numa manhã em que só temos aulas importantes! Mesmo assim não quero saber: O que conta é a Intenção, e eles estão cheios dela.
 E eu olho para a água e vejo infinitos. Vejo infinitos de felicidade, de paz, de sossego, de alegria. Vejo aquilo que vi desde miúda. Porquê ignorar aquilo que a nossa inocência sabia inconscientemente? Porquê evitar algo que é tão forte em nós? As pessoas não percebem, Com três meses já chapinhava na água, com três mesas já sabia ser feliz sem saber o que é a felicidade. Porquê chegar a certo e ponto e não saber o que nos faz bem? Oh, se eu pudesse, voltava a ser criança! Foi assim há tanto tempo?

New Years Resolutions!

sábado, 3 de janeiro de 2015

1. Antes de qualquer outra coisa, desejo ser feliz, sempre que for possível;
2. Cumprir o objectivo do Frasquinho que vai ser cheio com as coisas que me vão animar e marcar;
3. Continuar uma alimentação saudável e com ela chegar ao meu peso saudável e livrar-me deste passado que podia ter evitado;
4. Entrar em contacto directo com comida vegetariana, ainda mais, na verdade aprender a cozinhar vegetariano;
5. Nos jantares, começar a tradição de contar o ponto alto e baixo do nosso dia;
6. Numa das competições de Natação ficar pelo menos uma vez nos três primeiros lugares;
7. Conhecer melhor alguns cantos de Portugal, mínimo duas vilas;
8. Manter as notas neste ano lectivo e acabar o ano com uma média confortável;
9. Ver o mar TODOS os meses;
10. Ir mais vezes aos meus avós;
11. Dizer às pessoas que gosto delas mais vezes;
12. Não evitar tantas vezes os mimos;
13. Entrar em Engenharia de Física no Porto ou em Matemática Aplicada em Braga;
14. Falhar o mínimo possível aos encontros de grupos que houver;
15. Concretizar a ideia da minha festa de 18 anos em minha casa, neste caso, com os melhores amigos que podia ter desejado;
16. Ver mais filmes com o John Travolta e o Morgam Freeman;
17. Ir ter mais vezes com o Ruquis e com a Mi; são os melhores primos à face da Terra!;
18. Dedicar mais tempo ao que gosto;
19. Ler uma média de 9 livros nas férias, tendo em conta que não li nada...;
20. Trabalhar na auto-estima e perceber que eu sou suficiente;
21. Encontrar alguém que me faça feliz, e trabalhar essa relação;
22. Quando entrar na Universidade, tentar estar com os meus amigos actuais de 15 em 15 dias;
23. Dar valor ao que a minha mãe faz, dar mais valor, ela esfola-se por nós, compreender isso;
24. Trabalhar a relação com o meu pai, tentar dizer-lhe toda a verdade quando conseguir;
25. Fazer voluntariado duas vezes ou mais, sozinha ou acompanhada;
26. Poupar dinheiro e ajudar a minha mãe a poupar, não será fácil mas não é impossível;
27. Limpar mais vezes a casa, talvez um dia deixemos de precisar da D. Manuela, a vida não está fácil;
28. Sempre que for passear tenho de levar a Polaroid, não deixar escapar momentos cruciais;
29. Escrever mais, tenho jeito e escrevo pouco; não me importa se não me leem;
30. Ler mais Jornais, já o faço, mas tenho de o fazer mais;
31. Tolerar mais, a minha mãe reclama comigo por causa disso;
32. No fundo, ser feliz e saudável é o que quero.

E as vossas? Já pensaram nelas!?

Mudança.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014


Era mesmo disto que precisava, uma mudança, ao longo do tempo fui fazendo algumas, na minha maneira de vestir, escrever, falar, no meu quarto, mas faltava-me um rematezito.
O CABELO Joana, como não te lembraste antes? E agora já está. Ao sol fica vermelho, os reflexos que me fizeram re-apaixonar pelo meu cabelo. Além de ter cortado uma boa dose de pontas espigadas.
Agora sim, sinto que já tenho muito a meu favor para me sentir bem com o que sou e com o que me estou a tornar. Obrigada por toda a ajuda, mesmo que seja só lendo o que escrevo.

A recompensa!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

 Que cansativo este primeiro período! Disseram-me tantas vezes que não o aguentaria que me obriguei a dar o máximo de mim. Houve dias em que pensei que não conseguiria mais, houve dias em que me apeteceu desistir de todas as disciplinas, houve dias em que não acreditei em mim. De qualquer forma, no sub consciente sabia que não podia parar de lutar e lutei. As minhas notas foram tão fantásticas o período todo que nem sei se vou conseguir superá-las no segundo. Malgrado o cansaço, não parei de tentar mais e melhor a cada dia que passava. Na verdade, há momentos em que nem acredito que estes resultados foram meus. O 12º ano está a ser bom. Sim tenho discussões com os meus pais, sim posso ter sido desapontada por algumas pessoas, sim muitas vezes não me senti bem, porém todo o sofrimento e hard work valeu a pena, sem dúvida. Hoje estou feliz,... amanhã posso já estar meia em baixo, contudo hoje ninguém pára a minha caixinha de felicidade!

Um filme e uma reflexão!

sábado, 6 de dezembro de 2014

 Sou rapariga de filmes de acção, preferencialmente, mas gosto muito de ver este tipo de filmes, entretém bem e fazem-nos reflectir bem como ver do que outras vidas possam ser feitas de.
 Na verdade, aquilo que se passa neste filme, retrata algo que me consome muito os pensamentos: Se eu estivesse num estado crítico, fosse ele qual fosse, escolheria eu a vida ou preferiria morrer? Em que medida é que sabemos se a nossa vida vale a pena ou se é completamente infundada? Sabem aquele desejo de desistir de tudo? Seria ele maior que a vontade desesperada de viver durante um estado de completa decadência?
 Estas são perguntas que eu faço. Assim como eu as faço, a minha mãe fazia-as de outro prisma... Se eu tivesse continuado na má vida de restringir tudo até à última migalha, será que eu teria forças para usar no caso de, perto da morte, querer viver? Como só me apercebi agora que a minha querida mãe se sentia assim? Que egoísta fui eu!

Aconselho o filme.

Política e um Update.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

 Hoje refleti muito sobre política e sobre o que esta faz à nossa sociedade. Comecei por me perguntar se a política não estaria a destruir o conceito de sociedade: viver em paz e além de ser auto-suficiente ajudar o próximo. Agora vemos as pessoas à nossa volta revoltadas com o seu dia-a-dia e com o dinheiro que lhes tiraram e com o que Fulano, Beltrano e Cretino disse num debate... Além disso, sinto que a política, sim, livrou-nos da monarquia asfixiante, mas não trouxe nada de novo, temos liberdade (urra!), podemos opinar (fixe!), mas de que serve mesmo isto, se não temos capacidades monetárias para levar os nossos sonhos para a frente numa época em que quem tem quer ter mais e quem não tem não sabe como conseguir ter.
 Disse à minha mãe numa conversa que o nosso país devia ser governado por um adolescente, uma mente nova, fresca e viva, uma alma pura e ainda um pouco inocente que trouxesse, de facto, o entusiasmo que o país precisa. Muitas vezes, crianças ainda nos seus 7 anos fazem afirmações e dão soluções para o país que toda a gente considera ridículas porque ainda são bebés, mas se pensarmos que a escola abala a criatividade as afirmações que as crianças fazem podiam ser bem úteis para a situação atual!
 Não sei, sinto que precisamos de um grande shake, mas somos muito preguiçosos para mudar.

 E é aqui que entra o meu update: estava cansada de falar daquilo que me prejudicou toda a vida e não fazer nada, por isso recentemente comecei a falar mais abertamente sobre bullying e a querer partilhar a minha pequena experiência. Comecei a afirmar a minha posição e acho que vou fazer o meu trabalho de inglês sobre isso (o que será interessante visto que as pessoas que me magoaram estão agora na minha turma de novo). Mas eu estou mais forte e com mais vontade dentro de mim. Tenho que aproveitar esta força para o bem!

Ultimamente...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

 Esta é sem dúvida a expressão que a minha mãe mais gosta de usar. «Ultimamente» para aqui, «ultimamente» para ali, «ultimamente» para acolá, ... mas nem é disso que quero falar.
 Nestes últimos tempos apercebi-me que passei tempo demais a ligar ao que os outros possam pensar das atitudes que tenho e das aventuras que vivo. Compreendam que é complicado não ligar quando fomos sempre bastante gozadas e deixadas de parte sem perceber o porquê... Quero dizer, sempre tive boas notas, consideram-me uma rapariga simpática e com um bom discurso, não sou feia. Contudo, conseguiam fazer sentir-me mal em grande parte das situações e deixavam-me de parte quando sabiam que me agradava a actividade em questão; acusavam-me de pedir as notas só porque a minha mãe fazia parte da direcção (acreditem ou não, não é nada fácil frequentar uma escola cujo quadro inclui um pai). Sinto que nunca me deram o valor que talvez merecesse, e quando fugi a um grupo maldoso, fui parar a outro onde não só gozavam comigo, como faziam as minhas amigas sentirem-se mal com elas mesmas. Nesta fase criei de facto amizades que vão durar, mas agradeço muito que o décimo primeiro me tenha trazido uma liberdade que não tivera até então. Finalmente numa turma que não liga à opinião alheia e que se manteve unida e rapidamente me fez sentir da família. Com eles aprendi que a única coisa que interessa é estarmos bem connosco, se assim não fôr, mudamos o que está mal, nem que seja aos bocadinhos. Mas apelo-vos que não deixem os outros impedir-vos de realizar as vossas maluqueiras, fantasias, sonhos e vontades...
Tento dia-a-dia melhorar esse aspecto da minha fragilidade, e cada vez me sinto mais eu, tanto naquilo que mostro como naquilo que penso. Os outros não têm de saber como penso ou o que penso.
 Àqueles que não me querem mal digo apenas «Bom dia!» porque ao contrário deles eu não tenho maldade no meu coração, ou pelo menos não em quantidade muito significativa.

 Agora vou sentar-me um pouco em frente à televisão enquanto espero a fofa da minha mãe. Tenho mesmo que lhe contar que o teste de inglês me correu super bem e dizer-lhe mais uma vez que a matéria de matemática me está a passar ao lado, ups!

Mas o quê?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

 «Escreve» disse ela. Sobre o quê? «Escreve apenas, o mais bizarro ou o mais sentido.» Vou escrever.
 Quando era mais nova encontrava nas palavras um certo conforto que já não tenho faz muito tempo. Era a minha forma de me afirmar e ao mesmo tempo de me esconder. Anonimamente ninguém sabia quem eu era, porém eu tomava uma posição e deixava o meu ponto de vista bem claro. Quero voltar a fazê-lo, quero ser ouvida... fiquei na sombra dos outros durante muito tempo e agora, finalmente, percebi que eu sou suficiente, eu sou o bastante, não tenho de constantemente mudar quem sou em prol de com quem estou. Vou começar a escrever outra vez, visto que não só me faz bem, como também me deixa bem disposta!
 Depois da nossa conversa e de dormir uma das primeiras noites completamente seguidas, sinto que tenho outra prespectiva. Quero uma vida melhor, isso arranja-se grão-a-grão. Muitooo devagarinho! Mas eu consigo, não desisto facilmente.

O dia de hoje!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014


Uma imagem que me trasmite calma e felicidade!
Que descreve o dia de hoje.

Finalmente conheci a minha nutricionista e não fiquei nada assustada com as mudanças que tenho que fazer no plano, senti que isso era um bom sinal. Ela foi super compreensiva e também me repreendeu. Pude falar, a minha mãe chorou, eu chorei, as emoções foram todas postas na mesa. A nutricionista disse que não estava preocupada com a altura nem com o peso, mas sim com o reeducar-me e com as faltas nutricionais que ainda possa ter. Quer que eu seja saudável e defende que isso pode não se notar muitoooo no peso! Claro que tenho que engordar, mas não é com isso que tenho que me preocupar agora mesmo!
 Deixou-me fazer exercício, mas só se eu gostar mesmo do que estou a fazer, nada de ginásios, o permitido é desportos de ar livre: natação é o que vou praticar, finalmente, e vou andar de bicicleta de vez em quando!
 Sinto que agora vai ser mesmo a sério, pelo menos EU QUERO QUE SEJA!

Sinto saudades da M*.

O dia de ontem!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

 Ontem foi um dia muito importante na minha vida. Uma noite muito decisiva nesta fase chamada de recuperação! 

 Quando, depois de um dia em que comi super bem, me sentei à mesa em frente ao computador com a minha mãe ao lado e comecei a rever fotos de antigamente, apercebi-me das mil e uma asneiras que fiz e não devia ter feito!
 Ninguém na minha idade sobrevive muito tempo com um pedaçinho de carne, uma colher de feijões e três ou quatro flores de bróculos. Ninguém com 17 anos consegue superar o dia desta forma. Chegava ao final do dia completamente em baixo e nem me apercebia, só esperava que o dia seguinte começasse para ir a correr para o ginásio. Virei um gym freak e restringi na comida, não se faz! A minha mãe tinha razão: uma pessoa que faz ginásio como eu fazia podia comer 5 bolos por semana. Fui tão burra comigo (tentei arranjar uma palavra mais soft mas nenhuma descrevia a situação). Tratei-me mal, ainda bem que não percebi demasiado tarde.

 Foi também ontem à noite que percebi que estou ansiosa por quarta-feira, dia em que finalmente vou conhecer mais alguém que me vai ajudar, mas desta vez com algum conhecimento e fundamento. Quero tanto estar mais saudável só para poder fazer coisas simples como natação, andar de patins, comer mais vezes no vegetariano, passear imenso sem ter que levar a marmita toda atrás. Quero ser uma adolescente normal, e como diz a minha mãe: fui tão cruel com o meu corpo que agora já não volto a ser gordinha... Quando estiver saudável vou tonificar-me com os exercícios certos e depois vou viver a minha vida normal!
 É isso que eu quero e foi isso que O Dia De Ontem me fez concluir!
É bom quando há dias assim!

Pelos nossos!

domingo, 3 de agosto de 2014

 Muitas vezes sinto que me custa fazer determinadas coisas, mas faço-as pois percebi o desespero da minha mãe, desespero este que me fez perceber que talvez, numa hipóteses que nem é tão remota assim, estivesse a ficar demasiado fraquinha.
 Pelo que a minha adorada diz já estou com melhor aspecto, mas pudera. Cumpro horários à risca e faço refeições completas sem qualquer tipo de reforço físico além de uns saltinhos para a piscina! E é por isso que tenho medo do regresso dos meus tios. Estes vão desregularizar tudo como acabam sempre a fazer. Mas espero que desta vez percebam que não sou mais a miúda gordinha que comia tudo o que lhe punham à frente. Espero que percebem que talvez tenha anorexia ou tenha estado perto disso. Espero que percebam que sou a miúda magrinha que adora comer mas tenta recuperar delicadamente! Contudo, sei que aqueles que precisamos que nos compreendam são precisamente os que não o fazem...
 De qualquer modo, faço-o pela minha mãe, pela minha irmã, mas acima de tudo tenho que o fazer por mim! Os próximos dias serão mais apenas mais três dias de recuperação!
 Só a quero ver feliz! E neste momento é preciso eu estar bem para isso. Ficarei bem porque te quero ver feliz.

O que se passa?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

 Andei a fugir ao termo que talvez melhor descreva a minha situação, andei a evitar quem mo apontava e quem mo clarificava. Fugi sempre que pude aos confrontos mais acesos acerca do que isto poderia ser...
 Não me considero doente, nem anoréctica, isso era apenas o rótulo que toda a gente que não estava perto me dava. Porém, tenho plena consciência de que não o sou. Nunca tive necessidade de tirar do organismo aquilo que ingeria, nunca reduzi o prato a uma migalha, mas fiz coisas que estiveram lá perto.
 Pensava nas calorias de tudo o que ingeria, optava por produtos que me davam menos energia, olhava para todos os rótulos e analisava todos os ingredientes cuidadosamente. Pessoas mesmo exteriores ao problema podiam chamar-lhe «cuidado para ingerir comida quase não processada». O que saltou mais à vista dos meus entes foi o inocente facto de eu adorar comer antes de começar a ter alguma paranóia. Anteriormente, eu apreciava a comida e tinha curiosidade pelos alimentos cozinhados e diferentes. Mais recentemente, ganhei medo a tudo o que era mais produzido. Só queria ser normal e ter aquele desejo de comer porcarias, contudo se ingeria um quadradinho de chocolate começava a chorar e a entrar em parafuso. Sempre fui apoiante de uma alimentação equilibrada, mas durante algum tempo esqueci-me que equilíbrio significava comer de tudo nas doses certas. Deixei de fazer as doses certas, retirei alimentos da minha vida abruptamente, não querendo simplesmente que me intoxicassem o organismo. Quando passava o fim de semana fora ou não dormia em casa ficava nervosa e pensava e repensava mil e uma vezes na comida que tinha ingerido e como poderia eliminá-la o mais rapidamente do meu corpo. Arranjava todo o tipo de conversa inteligente e perspicaz para convencer as pessoas a dar-me de comer certas coisas, sem darem conta de nada. Depois, quando chegava a casa, ia a correr para o ginásio, tentando fazer as aulas mais intensas.

 Fiquei sem energia, o meu corpo chegou a um ponto onde se arrastava na rua e dava o máximo dentro das paredes do ginásio. Tirei o leite da minha vida, não comi pão durante meses, desintoxicava o meu organismo todos os dias. A minha mãe quase chorou: «olhei para ti e só vi um monte de ossos, onde está a minha filha cujos olhos brilham quando vê algo completamente fora do normal?».
 O desespero da minha mãe tornou-se o meu, mas continuava sem ter a noção, continuei a emagrecer, mas as pessoas, através da minha conversa, pensavam que eu fazia o contrário. Eu digo sempre: «depois de saber como emagrecer é sempre a andar para a frente». O meu pai não é uma pessoa fácil e fez-me sofrer muito psicologicamente, tentei afastar esse problema um pouco mas não posso tirar o meu pai da minha vida. Passei uma semana com ele e emagreci demais. Depois foi sempre a perder.
 «Filha, estou a ficar desesperada, a tua irmã preocupada, aceita a minha ajuda, percebe que estás mal!» É complicado entender, mas tentei, reflecti, chorei, esperneei, e finalmente percebi.
 Não quero voltar a ficar gordinha, mas quero recuperar a minha força, por isso agora estou a tentar recuperar, antes que a minha vida fique completamente estragada.
 É difícil enfrentar perguntas sobre a minha condição todos os dias, mas as pessoas não o fazem por mal e eu só o tenho que tentar entender, as pessoas querem o meu bem.
 Continuo bonita e tenho consciência disso, mas agora vou trabalhar para não chegar ao limiar, porque quero continuar a ser a rapariga fantástica que toda a gente descrever e quero conseguir usufruir da minha inteligência.
 É isso, que a recuperação comece, sempre ao som dos Pearl Jam.
 E agora vou enfardar um pão com compota (algo de que sinto saudades e falta)!